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O Último Homem

Publicado em: 02/06/2019 00:00

Por: Patricia.lima

 

“O goleiro, é a segurança maior de uma equipe de handebol. Num esporte em que os gols acontecem em profusão, placares dilatados denotam esta importância da participação do goleiro no jogo, não só como jogador que pode contar os arremessos da equipe adversária, mas também como um orientador do jogo de defesa da equipe”.

Ricardo Trade, Bakalhau

 

O goleiro é o último obstáculo do atacante adversário para alcançar seu objetivo, o gol. À ele e à sua área de jogo são destinadas duas regras específicas [r. 5 e 6] sob as quais é compreendida a atuação do goleiro e suas delimitações na partida, tanto técnica quanto taticamente.

 

Fundamentais ao goleiro, as balizas - traves laterais e travessão - influenciam diretamente no resultado do jogo, portanto a Internacional determinou em regra as especificidades dos postes, diâmetro, formato e cores. Considerada por muitos, uma amiga, salvadora. Para outros, um empecilho. Independente das preferências, a baliza integra o ritual de muitos goleiros na concentração pré-jogo.

 

“Eu sempre faço meu ritual antes dos jogos, de bater nas traves, pra tirar um pouco da expectativa. As traves são as amigas do goleiro, muitas vezes nos salvam, poucas nos atrapalham”.

César Almeida, Bombom

 

Historicamente, a origem da posição deriva possivelmente do Harpastum, da Roma Antiga, que assemelhava-se ao rugby e ao futebol sendo o goleiro o único jogador permitido a utilizar-se das mãos preservando então, a posição no handebol. Entretanto, a modalidade é praticada com as mãos logo, a utilização dos pés fora abolida sendo, atualmente, passível de punição qualquer interferência com os pés durante a partida, exceto o goleiro que num ato de defesa pode envolver os pés no movimento.

 

A atualização de 2016 do livro Regra do Jogo, permitiu que as equipes substituam o goleiro pelo sétimo jogador de quadra, tática que até então era conhecida por ‘goleiro-linha’. No entanto, ainda que não haja o goleiro na área de gol, as ações de defesa características da posição continuam sendo exclusivamente do goleiro, imputando punições aos jogadores e componentes da equipe que infringirem a esta regra.

 

Normalmente, se tem dois ou três goleiros na equipe, cada um com um estilo de jogo único a fim de neutralizar a tática ofensiva adversária em todas as suas investidas. Com o Brasil não foi diferente. Desde a primeira Seleção Brasileira Adulta Masculina que disputou o Campeonato Mundial em 1958 na Alemanha, a posição sagrou contemporaneamente, nomes nacional e internacionalmente tornando-os ídolos e modelos a serem imitados.

 

No recente Mundial, foram César Almeida e Leonardo Tercariol os últimos homens da defesa e os primeiros do ataque brasileiro.

 

Nomes como Ricardo Trade, Marcelo Sampaio, Gerson Leal, Osvaldo Filho, Fassina, Luiz Portela, Maik Santos, Rick Miles, Marcos Santos e o primeiro, há 61 anos, Cláudio Baiano, defenderam a camisa culturalmente conhecida com a n#1.

 

 

Um agredecimento em especial que carinhosamente ajudaram o Projeto:

Celso Giacomini, técnico da Seleção Adulta Masculina de 1993 a 1995;

César Almeida, goleiro da Seleção Adulta Masculina de 2012 a atualmente;

Marcelo Sampaio, goleiro da Seleção Adulta Masculina de 1981 a 1996;

Ricardo Trade, goleiro da Seleção Adulta Masculina de 1975 a 1980;

Rick Miles, goleiro da Seleção Adulta Masculina de 2009 a 2016.

 

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