Indoor

Goleiros brasileiros tiveram treinamento específico durante fase preparatória

Publicado em: 25/04/2019 00:00

Por: Patricia.lima

 

[Da Redação] Durante a semana de preparação da Seleção no Complexo Desportivo de Rio Maior, DESMOR em Portugal, a comissão técnica desenvolveu trabalhos específicos para os goleiros convocados para a fase. Diferentemente das outras listas, desta vez, foram três os nomes escolhidos para comporem a equipe: César de Almeida, o Bombom [BM Granollers - Espanha], Leonardo Tercariol, o Ferrugem [BM Benidorm - Espanha] e, Rangel da Rosa [Bidasoa Irun - Espanha].

 

De acordo com Washington Nunes, técnico da Seleção, na fase de treinamento há um grande volume de arremessos, além dos trabalhos específicos com o preparador. Portanto, com três goleiros, pode-se dinamizar o treinamento e ter diversas ações ao mesmo tempo. Pensando nas fases preparatórias para Lima, a ideia era listar quatro goleiros, mas a convocação final com os quatorze atletas sai em cinquenta dias, por isso, serão apenas dois.

 

Levamos para o mundial dois, porque tínhamos que cortar e achamos que os goleiros já poderiam estar dentro do processo fechado. Essa fase em Portugal, não tínhamos essa necessidade [de corte], então tínhamos que ver os goleiros que estão atuando e levá-los para observação também”, explica o técnico.

 

Leonardo Tercariol, revela que na semana, o grupo analisou vídeos com acertos e erros durante os jogos na Alemanha. Nos treinamentos em quadra, a primeira parte para os três goleiros era de atividades específicas desenvolvidas pelo treinador de goleiros, para ajustar e corrigir detalhes. Segundo ele, a evolução da equipe está sendo constante e acredita que o Pan-Americano de Lima será decidido nos detalhes.

 

Foi uma semana de treinos muito proveitosa na qual todos os dias foram incorporadas ideias e, ajustes técnico e tático, tanto para os jogadores de linha como para os goleiros,  afinal a marca registrada da nossa seleção é o conjunto”, comenta Ferrugem.

 

A qualidade das instalações onde foi realizada a fase de treinamento foi destacada por César de Almeida que diz que cada minuto foi aproveitado e que a comissão pôde trabalhar intensamente a parte técnica para que voltassem a pensar enquanto Seleção. “A fase foi bem proveitosa para reunir a galera, treinar coisas que não temos muito tempo para treinar, já que é um ano importantíssimo para o handebol brasileiro que temos os Jogos Pan-Americanos em vista. Então, acho que foi a melhor fase que tivemos nos últimos tempos”, avalia Bombom.

 

Para Rangel da Rosa, o destaque foi o nível dos treinamentos, visto a permanência de vários jogadores na seleção há mais tempo o que facilitou o entendimento do sistema de jogo e a realização dos pedidos do treinador.

 

Acredito que foi uma fase bastante intensa com vários treinos em uma semana que serviu para a equipe voltar a se ver. E também, para acrescentar alguns jogadores que por conta das lesões não puderam estar no mundial. Serviu para a comissão técnica ver mais de perto todos os jogadores, e assim saber como está cada um”, diz Rangel.

 

Os treinamentos

 

Diogo Castro, preparador de goleiros da Seleção Adulta Masculina, reforça a infraestrutura disponibilizada para os brasileiros e salienta a importância de ter os três goleiros na fase, já que, o objetivo era o treinamento. Segundo ele, conseguiram dar continuidade ao trabalho individualizado com Bombom e Ferrugem, integrar a chegada de Rangel e, adequar os trabalhos à periodização das cargas entre eles.

 

Sempre foi um viés de trabalho de goleiro e de treinamento de goleiro estratégico-tático e, dessa vez, olhamos um pouco mais para um aspecto cognitivista ou com elementos da neurociência. Tem elementos bastante interessantes principalmente de estímulos para melhorar a parte de velocidade de reação, mas não motora e sim, desse componente do estímulo, da captação da informação ou do que seria um tempo de reação pré-motor”, esclarece Diogo Castro.

 

Sobre a campanha em janeiro Diogo comenta que a equipe teve diversos aspectos positivos no que tange o modelo de jogo, modo de jogar ofensiva e defensivamente e alguns elementos estatísticos. Ele conta que no Mundial da França, a Seleção teve um aproveitamento abaixo dos 50% na ação de 1 x goleiro [um contra o goleiro] de contra-ataque individual. Enquanto, no Mundial da Alemanha, no mesmo quesito, foi 85% de aproveitamento, o quinto melhor aproveitamento das seleções do mundo. Com o treinamento que têm feito junto ao trabalho fora de quadra e os feedbacks individuais, para ele, tem surtido um efeito positivo.


Um trabalho que investimos bastante foi no aproveitamento dos goleiros contra os pontas. Tínhamos um aproveitamento numa casa sempre muito baixa, nesses últimos doze anos e o que conseguimos fazer foi com que nossos dois goleiros tivessem um aproveitamento que os colocaram como os segundos melhores do mundo nesse quesito, com 40% de aproveitamento contra os arremessos de ponta”, conclui o preparador.

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