Indoor

Mini-Handebol: a base da base

Publicado em: 14/04/2020 20:40

Por: Patricia.lima

Final da Liga Handebol Brasil Masculina 2019

 

[Da Redação] Criado no final da década de 1970 na Dinamarca, o Mini-Hand passou a integrar a Confederação Brasileira de Handebol no ano 2000 o qual durante muito tempo, foi um dos maiores projetos de Mini do mundo. Com respaldo das Federações Internacional e Europeia de Handebol desde 1994, o projeto foi reestruturado no Brasil em 2019, tendo à frente o Prof. Ms. Diego Melo de Abreu.

 

Em 2018, foram escolhidas as mascotes do projeto, sendo três: Hippo, o Hipopótamo; Teté, o Ursinho e Duda, a Girafinha, em homenagem à atleta campeã mundial da Seleção Brasileira, Eduarda Amorim, a Duda.

 

Eu fiquei muito feliz quando o projeto pediu pra usar a girafinha em minha homenagem. É uma honra ser reconhecida, ser homenageada. Espero que esse projeto tenha muito sucesso e que a girafinha traga muita sorte pra eles”, comenta Eduarda.

 

O Mini-Handebol é uma adaptação do handebol de quadra para crianças entre 05 e 10 anos de idade. Segundo o professor, tudo é pensado, planejado e executado visando ao desenvolvimento global da criança: físico, motor, cognitivo, afetivo, social, educacional e esportivo. A ideia surgiu de uma experiência pessoal.

 

A necessidade maior foi bem parecida com o motivo da criação do próprio mini-handebol: a falta de interesse das crianças no handebol. [...] Eu era professor de Educação Física em uma escola da rede particular em São Bernardo do Campo e alguns alunos que queriam jogar handebol, me pediam para deixar treinar, mas eles eram crianças de 6, 7 anos de idade… Isso era 2002. A verdade é que eu não fazia ideia de como atender com propriedade e embasamento estas crianças”, conta Diego Melo.

 

O professor explica que o Mini-Handebol é a primeira categoria da modalidade. Porém, para melhor desenvolvimento do trabalho no mini, considerando a realidade brasileira, foram estabelecidas 3 subcategorias baseadas em experiências práticas e pesquisas acadêmicas, que vem apresentando feedback positivo. O público do Mini-A, são crianças de 05 e 06 anos, do Mini-B, crianças de 07 e 08 anos e, do Mini-C, crianças de 09 e 10 anos de idade. Segundo ele, ao antecipar a iniciação dos 11, 12 anos para os 5, 6 anos, o Mini-Hand tornou-se mais uma possibilidade de esporte divertido e dinâmico para as crianças, além de auxiliar na formação de equipes mirins e infantis.

 

Diego destaca alguns países de referência, como Portugal, França, Polônia e Dinamarca que realizam trabalhos diversificados inspirando mais professores no mundo a fazerem o melhor. Melo, atribui o êxito do Mini-Handebol a inúmeros projetos colocados em prática, tendo tido até apresentação televisionada na final da Liga Nacional Masculina em 2019. Atualmente, apenas a Federação Paulista de Handebol possui um Departamento de Mini-Handebol desde 2014, o qual já realizou 6 cursos de formação de professores e 6 grandes festivais gratuitos.

 

Os Festivais de Mini-Handebol são eventos realizados para divulgar, fomentar e fortalecer o mini-handebol/handebol. Além dos jogos de mini-handebol, sempre proporcionamos oficinas de desenho e pintura, resgate de brincadeiras antigas, circuitos motores, brincadeiras diversas, música, etc. O festival é realmente uma celebração ao esporte, ao handebol e principalmente às crianças e famílias. Incentivam a prática do mini-handebol de forma divertida, formativa e contam sempre com a participação dos familiares, professores, estudantes e atletas nas atividades, na organização e realização”, conclui Diego Melo.

 

 

Patricia Lima.

Assessoria de Comunicação

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Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia

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