CBHb

Comissões Técnicas da Base realizam ciclo de palestras para as atletas

Publicado em: 13/08/2020 19:00

Por: Patricia.lima

 

[Da Redação] Com a suspensão dos calendários de competições nacional e internacional, as Comissões Técnicas das Seleções Brasileiras Femininas de Base se adaptaram para continuar os trabalhos com as atletas mesmo à distância. A primeira ação, foi a implementação do monitoramento de diversas atletas das categorias que possivelmente vão formar os futuros grupos de trabalhos. O objetivo é auxiliar constantemente as atletas que não possuem orientações de seus clubes durante este período a fim de minimizar os danos do retorno. Não obstante, o monitoramento não se restringe apenas à essas atletas. O projeto abrange todas as potenciais atletas da Base do Brasil.

 

O objetivo é passar importantes informações para as atletas sobre diversas áreas relacionadas ao handebol. É fazer todo o monitoramento possível com elas para saber quais as dificuldades que elas estão tendo durante a pandemia e tentar mantê-las motivadas”, explica a supervisora Cláudia Mota.

 

Dois meses depois, as CTs publicaram uma Cartilha de Orientação a qual reforça a importância dos cuidados individuais e coletivos neste momento. A elaboração das diretrizes contou com a equipe multidisciplinar da CBHb. Mariana Vido, Rosivaldo Ferreira, Gustavo Barbosa, Bruno Diniz, Mylena Anido, Marbsam Eufrazio e Mateus Temporim pelo Departamento de Fisioterapia; Júlia Bargieri pelo de Nutrição; Dra. Pauline Bittencourt pelo Departamento Médico e Cláudia Mota, como supervisora das Seleções de Base.

 

A segunda ação planejada e já em execução, é um circuito de palestras e seminários direcionados às atletas, com variados temas relacionados ao esporte e à modalidade. Na noite desta segunda-feira, 10, o tema abordado foi Aliciamento no Esporte: o assédio de empresários e gestores para com os atletas, principalmente nas categorias de base.

 

Dentro do processo do desenvolvimento dessas atletas, há de se ter uma preocupação com a planificação da carreira. E isso cabe dentro do panorama de uma atleta que pensa no alto rendimento, quer seja atuando no Brasil ou na Europa. O tema foi levantado em função da procura indiscreta e indesejada de nossos atletas por empresários e da falta de valorização das atletas brasileiras por alguns clubes e empresários. O que nos causa preocupação porque falta objetividade para a carreira dessas meninas ao atuarem nesses locais. A porta de saída do Brasil tem de ser muito bem estruturada e alertada, e entendemos que isso deve ser ponto de conversa entre treinadores, clubes e dirigentes para evitar ações desta natureza”, comenta Rita.

 

O momento contou com as participações mais do que especiais da eterna capitã da Seleção Brasileira Feminina Dara Diniz e da querida supervisora da Seleção Brasileira Feminina Rita Orsi que se propuseram a alertar, discutir, apontar e instruir os caminhos que as atletas podem seguir quando se tem o interesse e a vontade de seguir na carreira de alto rendimento.

 

A reunião foi de extrema importância. Pude passar um pouquinho para as atletas a minha experiência nesse cenário de migração, dar algumas dicas para que elas estejam atentas para fazerem um bom contrato com algum clube, na hora de falar com algum possível representante. Vários aspectos são importantes para que o atleta possa mudar e continuar se desenvolvendo e mantendo o nível. E existem alguns fatores que muitas vezes não são vistos e acaba deixando o atleta desamparado, muitas vezes não desenvolvendo o melhor nível e acaba o deixando decepcionado”, conta Dara Diniz.

 

Além de Rita e Dara, já participaram os fisioterapeutas Mariana Vido e Rosivaldo Ferreira conversando a respeito da Cartilhas com dicas e orientações de exercícios para as atletas. Estão programadas palestras sobre sono com a fisioterapeuta Mylena Anido; doping com o fisioterapeuta Gustavo Barbosa e, sobre alimentação com a nutricionista Júlia Bargieri. Desde a determinação do distanciamento social há quase cinco meses, as Comissões vêm adotando novas dinâmicas a fim de continuarem os trabalhos e motivarem as atletas durante este período.

 

A CBHb divulgou uma proposta de calendário de competições nacionais, porém, está sujeito à alterações segundo recomendações e determinações das Entidades municipais, estaduais e nacionais de Saúde Pública.



Clique no link para acessar o documento.

CARTILHA DE ORIENTACAO


Patricia Lima.

Assessoria de Comunicação

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Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia

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